Como avaliar o verdadeiro risco macroeconômico
Modelos e previsões podem ser sedutores, mas está na hora de os executivos recuperarem seu julgamento econômico. por Philipp Carlsson-Szlezak e Paul Swartz

Resumo.
Nos últimos cinco anos, líderes corporativos e investidores tiveram que digerir uma rápida sucessão de choques macroeconômicos, crises e alarmes falsos. Em 2020, quando a pandemia provocou uma recessão intensa, os líderes foram informados de que seria pior do que 2008 e potencialmente tão ruim quanto a Grande Depressão. Em vez disso, houve uma recuperação rápida e forte. Em 2021, quando os gargalos de fornecimento e a forte demanda fizeram os preços dispararem, uma visão comum era de que uma inflação descontrolada nos levaria de volta à terrível década de 1970. Em vez disso, a inflação caiu de 9,1% para pouco mais de 3% em um ano. Em 2022, quando as taxas de juros dos EUA subiram, previu-se uma cascata de inadimplências nos mercados emergentes, mas elas não se concretizaram. Também em 2022, e novamente em 2023, o discurso público classificou uma recessão iminente como "inevitável". Em vez disso, uma economia resiliente dos EUA não apenas desafiou os pessimistas, mas também apresentou um forte crescimento.