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Quando os fundadores vão longe demais

Andrew Archer   

Resumo.   

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Quando os diretores da Uber destituíram seu CEO e cofundador, Travis Kalanick, em junho de 2017, a medida foi paradoxalmente muito esperada e, de certa forma, inesperada. Durante meses, Kalanick e a empresa haviam sofrido uma série de escândalos, qualquer um dos quais poderia ter derrubado um executivo-chefe típico. Uma engenheira havia postado um longo relato público sobre o assédio sexual desenfreado e a "cultura dos irmãos" da empresa, ao qual o departamento de RH da Uber havia feito vista grossa. A empresa foi flagrada solicitando e cancelando viagens de sua concorrente Lyft, caçando motoristas da Lyft e usando um software para rastrear clandestinamente seus próprios clientes, mesmo que eles fechassem o aplicativo da Uber. Durante anos de disputas com autoridades locais de táxi sobre a legalidade de seu serviço de carros, a Uber foi descoberta usando uma ferramenta chamada Greyball que disfarçava a localização de seus carros e mostrava uma versão falsa do aplicativo para as autoridades municipais. O próprio Kalanick foi capturado em vídeo repreendendo condescendentemente um motorista da Uber que reclamou da queda das tarifas.

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A version of this article appeared in the Novembro-Dezembro 2017 issue of Harvard Business Review.

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