Resumo.
Em Conspiração de tolos: uma história verdadeira, Kurt Eichenwald relata como os líderes da Enron se engajaram na elaboração massiva de livros com pouca interferência de dezenas de gerentes, advogados e conselheiros que tinham uma boa ideia do que estava acontecendo. Da mesma forma, na Parmalat, funcionários que não estavam envolvidos na fraude da gigante italiana de laticínios aparentemente estavam cientes disso porque costumavam brincar sobre vendas fictícias de leite para Cuba muito antes de se tornarem um escândalo público. A tolerância ao mau comportamento organizacional tornou-se tão esperada que, em 2002, Hora A revista nomeou Sherron Watkins, da Enron, Coleen Rowley, do FBI, e Cynthia Cooper, da WorldCom, como “Pessoas do Ano” por divulgarem publicamente histórias de fracasso organizacional. Por que simplesmente falar sobre conduta ultrajante é tão difícil e tão raro?